Os cursos de graduação tradicionais vão acabar?

Sergio Fiuza

Entenda essa polêmica tendência e saiba como inovar nos cursos de graduação da sua IE

Nos últimos anos, o mercado educacional passou por diversas transformações. Fatores como o contexto econômico, as tecnologias e um novo perfil de aluno foram os principais agentes de mudança.  Nesse sentido, uma polêmica tendência vem sendo debatida: o fim dos cursos de graduação tradicionais. Você também acha que não há mais espaço para eles nessa onda de inovação das IES?

Neste blogpost vamos entender melhor esta discussão, conhecer cases e soluções estratégicas para as novas necessidades do mercado. 

As novas demandas do ensino superior: geração z, mercado de trabalho e inovação

Depois de algumas décadas de certa inércia, o mercado da educação está tendo que se adaptaràs novas dinâmicas sociais. A chamada geração Z está na universidade e tem demandado inovação. 

O novo perfil do aluno consome informação de um jeito diferente e preza pelo aprendizado autônomo e flexível. Além disso, ele busca formações que atendam às demandas do mercado de trabalho.

É neste contexto que surgem novas carreiras e cursos de graduação. As áreas da tecnologia, como Inteligência Artificial e Banco de Dados, por exemplo, são exemplos disso. 

A reformulação dos cursos tradicionais e os impactos na gestão da IES

A divulgação do Mapa do Ensino Superior em 2018 reacendeu a discussão sobre o fim dos cursos de graduação tradicionais. Segundo a pesquisa, algumas carreiras, se não se reformularem,  correm até o risco de extinção até 2030. São elas:

  • Direito;
  • Administração;
  • Engenharia Civil;
  • Enfermagem;
  • Ciências Contábeis;
  • Pedagogia entre outras.

De maneira geral, o debate sobre esta pauta tem sido alarmista. Apesar disso, o contexto exige dos gestores um olhar analítico e soluções concretas. Um dos exemplos de instituição de ensino com uma gestão em constante atualização é a Uniasselvi. 

A marca tem 20 anos de atividades e é a maior instituição de ensino superior de Santa Catarina. Para o presidente da Uniasselvi, Pedro Graça, o momento é de adaptação. “Acredito que o que está acontecendo é uma evolução da forma como os alunos consomem os cursos tradicionais”, afirma.

Case Uniasselvi: atualização constante para atender o aluno e as necessidades do mercado

Entre junho de 2018 e março deste ano, o grupo Uniasselvi aumentou sua base de estudantes em 60 mil. O crescimento do EaD, a oferta de cursos inovadores e o uso de tecnologias no aprendizado são alguns dos fatores que explicam este sucesso. 

Quanto ao fim dos cursos de graduação tradicionais, o presidente Pedro Graça analisa: “Os cursos tradicionais têm uma grande abrangência no mercado de trabalho. O que vemos é, após a formatura, os egressos se especializando em nichos dentro dessas grandes áreas. Aí sim, com esses nichos, temos a procura por novos cursos”, explica. 

De acordo com ele, outro ponto importante é o caráter mais dinâmico e flexível do EaD. “O EaD tem permitido que o aluno curse a profissão que escolheu, diferente do passado, quando ficava condicionado a ingressar em cursos presenciais com turmas formadas”, diz.

Inovação na prática: como reformular os cursos tradicionais e seguir crescendo

Conheça algumas das iniciativas da Uniasselvi para inovar em seu projeto pedagógico na graduação:

  • Proximidade com diversos setores no mercado de trabalho para ajustar currículos e conteúdos às suas necessidades;
  • Promoção de eventos que envolvam academia e mercado de trabalho. Integração do aluno em seu meio de atuação ainda durante a graduação;
  • Uso de tecnologias em sala de aula: livros digitais, Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) e outras ferramentas facilitadoras; 
  • Uso de tecnologias para mensuração de resultados. Por exemplo: dentro de cada conteúdo há ferramentas de mensuração de consumo das disciplinas, aluno por aluno, com foco na gestão dos conteúdos.

Em resumo, a Uniasselvi aposta em observar, constantemente, as necessidades do mercado. Além disso, o grupo visa ofertar novos cursos, baseados nas expectativas dos estudantes. 

Tradição e inovação: IES tradicionais e os cursos de graduação

A Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) já está no mercado há 95 anos. A instituição é reconhecida pela tradição de seus cursos de graduação e a oferta de cursos no ensino presencial. 

Apesar disso, a IES possui também um curso de pedagogia à distância. A coordenadora acadêmico-administrativa de EAD da Unaerp, Alessandra Fracarolli Perez, não acredita na extinção dos cursos tradicionais. 

“Consideramos que os cursos irão se adaptar para atender às novas demandas do mercado. A tecnologia é uma aliada para melhorar processo técnicos e não algo que vai substituir o conhecimento humano”, afirma a professora.

Case Unaerp: práticas de inovação de uma IES tradicional 

Entre os cursos mais reconhecidos da Unaerp estão carreiras tradicionais como: direito, medicina, engenharias, administração entre outros. Sendo assim, a marca também passa por um momento de adaptação e atualização.

A coordenadora Alessandra Perez ressalta que tradição não deve ser sinônimo de algo obsoleto. “É possível prezar pela história, mas sem perder a visão da inovação do ensino”, diz. Ela também acrescenta algumas iniciativas práticas da IES:

  • Investimento na capacitação contínua dos docentes para aplicar metodologias ativas de ensino;
  • Incentivo ao uso de tecnologias em sala de aula através de disciplinas  planejadas para esse fim.
  • Acompanhar tendências do mercado de trabalho para formar o perfil profissional que ele exige: ativo e dinâmico;

Em resumo, a professora ressalta que a inovação deve ocorrer e visar a construção de um processo ensino-aprendizagem.

A influência do uso das tecnologias na sociedade está impactando o mercado educacional. Nesse sentido, as instituições de ensino estão criando novos cursos de graduação e reformulando os antigos. 

As transformações estão ocorrendo porque o perfil do aluno mudou e as necessidades do mercado também. Apesar de algumas tendências apontarem a polêmica extinção das carreiras tradicionais, as IES estão investindo em inovação para mantê-las. 

Além disso, diversas instituições estão criando novos cursos e expandindo as ofertas de EaD. Em resumo, o desafio é fazer da inovação um diferencial competitivo de mercado. E então, você tem feito isso na sua IES? 

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